A palavra «democracia» é quase sacrossanta na sociedade moderna, e, no entanto, aquilo a que os seus defensores chamam «a nossa democracia» não é o que afirma ser. A verdadeira democracia encontra-se no funcionamento do mercado livre, não nos corredores do poder político.
Artigos e Ensaios
Bourne definiu a guerra como a manifestação suprema do Estado, o acto máximo de «um grupo nos seus aspectos agressivos».
Aqueles que acreditam na economia de mercado livre e desimpedida devem ser especialmente cépticos em relação à guerra e à acção militar. A guerra, afinal, é o programa governamental por excelência.
A visão de Rothbard sobre o sistema internacional baseia-se na sua concepção consistente do estado como uma instituição coerciva, dirigida por uma classe dominante movida pelo interesse próprio.
O populismo rothbardiano propõe uma táctica anti-elite e pró-liberdade: mobilizar maiorias contra o estatismo, desmascarar as elites e apostar na descentralização — sem ceder à ilusão do “mal menor”.
Na esteira da Primeira Guerra Mundial, o Papa Pio XI recordou aos seus leitores que os governos instituídos pelos homens nunca podem ser perfeitos, e nem sequer podem ser bons se negligenciarem a lei natural.
O constitucionalismo dá-nos a expectativa de uma governação segundo regras que todos — desde os governados até aos governantes — se espera que obedeçam. Mas o que acontece se aqueles que governam se isentarem dessas regras?
A democracia moderna concentra o poder e destrói a autodeterminação individual. Só a soberania do indivíduo pode restaurar a verdadeira liberdade e o autogoverno.
Enquanto mito, o conceito de Estado de direito é simultaneamente poderoso e perigoso. O seu poder deriva do seu grande apelo emocional.
Um mercado verdadeiramente livre é totalmente incompatível com a existência de um Estado, uma instituição que se arroga a defesa da pessoa e da propriedade ao mesmo tempo que subsiste da coerção unilateral contra a propriedade privada conhecida como tributação.
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Tu ne cede malis, sed contra audentior ito
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