Paulo Jorge Cruchinho

Paulo Jorge Cruchinho

Artigos e Ensaios

É importante notar que os estados e aquilo que conhecemos como impostos emergiram gradualmente através da guerra, da conquista, da pilhagem e do tributo. Embora a organização tenha mudado e se tenha formalizado ao longo do tempo, os estados e os impostos não perderam o seu carácter coercivo.

A palavra «democracia» é quase sacrossanta na sociedade moderna, e, no entanto, aquilo a que os seus defensores chamam «a nossa democracia» não é o que afirma ser. A verdadeira democracia encontra-se no funcionamento do mercado livre, não nos corredores do poder político.

Bourne definiu a guerra como a manifestação suprema do Estado, o acto máximo de «um grupo nos seus aspectos agressivos».

Aqueles que acreditam na economia de mercado livre e desimpedida devem ser especialmente cépticos em relação à guerra e à acção militar. A guerra, afinal, é o programa governamental por excelência.

O populismo rothbardiano propõe uma táctica anti-elite e pró-liberdade: mobilizar maiorias contra o estatismo, desmascarar as elites e apostar na descentralização — sem ceder à ilusão do “mal menor”.

Na esteira da Primeira Guerra Mundial, o Papa Pio XI recordou aos seus leitores que os governos instituídos pelos homens nunca podem ser perfeitos, e nem sequer podem ser bons se negligenciarem a lei natural.

Enquanto mito, o conceito de Estado de direito é simultaneamente poderoso e perigoso. O seu poder deriva do seu grande apelo emocional.

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Tu ne cede malis, sed contra audentior ito

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