Paulo Jorge Cruchinho

Paulo Jorge Cruchinho

Artigos e Ensaios

Os chamados socialistas democráticos afirmam que apenas pretendem dar mais poder às pessoas comuns através da democracia. Mas o socialismo acaba sempre por se tornar um sistema imposto de cima para baixo.

À medida que aprendemos mais sobre o desenvolvimento do comércio durante a Idade Média na Europa, vemos que a influência da Hanse — um grupo de mercadores alemães — foi superior à que a maioria dos historiadores tem reconhecido.

Projectar retroactivamente sobre realidades institucionais anteriores as características definidoras do estado moderno enquanto instituição — características que constituem uma diferença não de grau, mas de natureza — é um anacronismo.

Pensar com clareza sobre o estado exige que pensemos de forma diferente daquilo em que habitualmente se acredita. O estado não é um «mal necessário»; é, simplesmente, um mal.

O anarcocapitalismo não é uma versão distópica de cada um por si. Assenta na comunidade, nas instituições privadas e nas famílias.

É importante notar que os estados e aquilo que conhecemos como impostos emergiram gradualmente através da guerra, da conquista, da pilhagem e do tributo. Embora a organização tenha mudado e se tenha formalizado ao longo do tempo, os estados e os impostos não perderam o seu carácter coercivo.

A palavra «democracia» é quase sacrossanta na sociedade moderna, e, no entanto, aquilo a que os seus defensores chamam «a nossa democracia» não é o que afirma ser. A verdadeira democracia encontra-se no funcionamento do mercado livre, não nos corredores do poder político.

Bourne definiu a guerra como a manifestação suprema do Estado, o acto máximo de «um grupo nos seus aspectos agressivos».

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Tu ne cede malis, sed contra audentior ito

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