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Projectar retroactivamente sobre realidades institucionais anteriores as características definidoras do estado moderno enquanto instituição — características que constituem uma diferença não de grau, mas de natureza — é um anacronismo.

Pensar com clareza sobre o estado exige que pensemos de forma diferente daquilo em que habitualmente se acredita. O estado não é um «mal necessário»; é, simplesmente, um mal.

A palavra «democracia» é quase sacrossanta na sociedade moderna, e, no entanto, aquilo a que os seus defensores chamam «a nossa democracia» não é o que afirma ser. A verdadeira democracia encontra-se no funcionamento do mercado livre, não nos corredores do poder político.

A janela de Overton revela como ideias “impensáveis” se tornam política. Compreender as estratégias de cada fase é crucial para deslocar o debate e alcançar mudanças sociais duradouras.

O populismo rothbardiano propõe uma táctica anti-elite e pró-liberdade: mobilizar maiorias contra o estatismo, desmascarar as elites e apostar na descentralização — sem ceder à ilusão do “mal menor”.

Os estatistas gostam de afirmar que os serviços governamentais seriam melhores se estivessem “plenamente financiados”. Contudo, dada a sua natureza, os serviços governamentais serão sempre considerados “subfinanciados”, independentemente da quantidade de dinheiro que os políticos lhes destinem.

Os estatistas denunciam a autodefesa como “vigilantismo”, declarando que apenas os serviços de “defesa” prestados pelo Estado são legítimos. No entanto, a autodefesa sempre foi um direito fundamental.

Cartas recém descobertas revelam que Rothbard já era populista na década de 1950, e que sua suposta virada para o populismo na década de 1990 não foi um abandono de suas visões anteriores.