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D.E.P. Professor Antony Mueller 1948 – 2026 –
O foco na acção humana individual é aquilo que torna a economia austríaca singular, bem como lógica e persuasiva. Trata-se de um sistema de análise económica baseado na praxeologia e no causal-realismo.

Murray Rothbard é um dos maiores nomes da economia austríaca e do libertarianismo. Ao estudar o seu legado, percebemos imediatamente que Rothbard é um gigante sobre cujos ombros os estudiosos do livre mercado deveriam procurar apoiar-se.

Os sindicatos aumentam os salários para alguns, mas à custa de outros. Num mercado competitivo, os salários tendem a reflectir a produtividade. A ideia de “poder de negociação superior” ignora a concorrência, a heterogeneidade do trabalho e os efeitos negativos sobre o emprego.

Um mercado verdadeiramente livre é totalmente incompatível com a existência de um Estado, uma instituição que se arroga a defesa da pessoa e da propriedade ao mesmo tempo que subsiste da coerção unilateral contra a propriedade privada conhecida como tributação.

Reduzir a complexidade humana a estatísticas globais é ilusório: a verdadeira economia emerge das escolhas individuais e da ordem espontânea, não de agregados fictícios. O confronto entre controlo central e liberdade descentralizada permanece o grande dilema filosófico da ciência económica.

A praxeologia, segundo Mises, estuda a ação humana intencional e seus meios e fins subjetivos. A cataláxia, derivada dessa ciência, analisa o mercado como uma ordem espontânea, fruto da interação entre indivíduos que trocam bens e informações, determinando preços e coordenação social sem controle centralizado.

Javier Milei é retratado e se auto-retrata como um libertário e um seguidor da escola austríaca, invocando, especificamente, Mises, Rothbard e Hoppe. Bom demais para ser verdade?