Como as crenças políticas erradas não acarretam custos pessoais, mas proporcionam recompensas psicológicas, os agentes racionais têm um incentivo para ceder sistematicamente aos seus enviesamentos cognitivos na formação das suas convicções políticas.
Ser uma “boa pessoa” passa a significar exigir as políticas certas, independentemente de essas políticas assentarem na realidade ou produzirem bons resultados.
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Projectar retroactivamente sobre realidades institucionais anteriores as características definidoras do estado moderno enquanto instituição — características que constituem uma diferença não de grau, mas de natureza — é um anacronismo.
Pensar com clareza sobre o estado exige que pensemos de forma diferente daquilo em que habitualmente se acredita. O estado não é um «mal necessário»; é, simplesmente, um mal.
À medida que o sistema médico socialista canadiano se degrada, o governo promove activamente o suicídio assistido por médicos como forma de salvar o sistema, ao mesmo tempo que promove a “morte com dignidade”.
O juiz Oliver Wendell Holmes afirmou, celebremente, que os impostos eram o “preço que pagamos por uma sociedade civilizada”. O problema é que os próprios impostos são antissociais.
Os progressistas vendem a intervenção do Estado na economia como uma forma de “proteger” os consumidores e os trabalhadores. No entanto, em todos os casos, os mercados livres fazem um trabalho melhor na protecção de todos os participantes.
Os estatistas denunciam a autodefesa como “vigilantismo”, declarando que apenas os serviços de “defesa” prestados pelo Estado são legítimos. No entanto, a autodefesa sempre foi um direito fundamental.
Não é bom ser jovem perante uma administração burocrática. O único direito de que os jovens gozam neste sistema é o de serem dóceis, submissos e obedientes. Não há lugar para os inovadores desregrados que tenham as suas próprias ideias.
Podemos administrar a sociedade de acordo com as regras da propriedade privada e da liberdade, ou podemos administrá-la por decreto burocrático, e o episódio da COVID-19 lembrou-nos o quão importante essa escolha é.
Termos arbitrários e indefinidos como «salário justo» e «salário mínimo» demonstram um equívoco fundamental sobre a natureza do trabalho e como os salários são determinados.