A palavra «democracia» é quase sacrossanta na sociedade moderna, e, no entanto, aquilo a que os seus defensores chamam «a nossa democracia» não é o que afirma ser. A verdadeira democracia encontra-se no funcionamento do mercado livre, não nos corredores do poder político.
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Ao continuarmos a assinalar o centenário do nascimento de Murray Rothbard, recordemos que ele nunca comprometeu os seus princípios e permaneceu fiel à liberdade ao longo da sua, infelizmente, demasiado breve vida.
Bourne definiu a guerra como a manifestação suprema do Estado, o acto máximo de «um grupo nos seus aspectos agressivos».
Os progressistas vendem a intervenção do Estado na economia como uma forma de “proteger” os consumidores e os trabalhadores. No entanto, em todos os casos, os mercados livres fazem um trabalho melhor na protecção de todos os participantes.
Um mercado verdadeiramente livre é totalmente incompatível com a existência de um Estado, uma instituição que se arroga a defesa da pessoa e da propriedade ao mesmo tempo que subsiste da coerção unilateral contra a propriedade privada conhecida como tributação.
No Douro, um sistema de planeamento central ao estilo soviético dita as regras. Leis anacrónicas e um cartel imposto pelo Estado estrangulam os pequenos produtores, mantendo os salários baixos e forçando ao êxodo. Até quando se permitirá que este legado corporativista asfixie o futuro da região?
Ao contrário do que afirmam os recentes vencedores do Prémio Nobel de Economia, são os mercados livres, a poupança privada e o empreendedorismo — e não a chamada inovação — que impulsionam uma economia de mercado.
A praxeologia, segundo Mises, estuda a ação humana intencional e seus meios e fins subjetivos. A cataláxia, derivada dessa ciência, analisa o mercado como uma ordem espontânea, fruto da interação entre indivíduos que trocam bens e informações, determinando preços e coordenação social sem controle centralizado.
Se é verdade que os preços são sinais que nos permitem adaptar as nossas actividades a eventos e procuras desconhecidos, é evidentemente um disparate acreditar que podemos controlar os preços.
De Mises a Hayek, a lição é clara: centralizar é destruir. Portugal insiste no vício do ‘pai-estado’ — bancos, TAP, energia, educação, transportes. Mais controlo não traz salvação, só fragilidade. Prosperidade e segurança nascem da liberdade, não da dependência.