Como as crenças políticas erradas não acarretam custos pessoais, mas proporcionam recompensas psicológicas, os agentes racionais têm um incentivo para ceder sistematicamente aos seus enviesamentos cognitivos na formação das suas convicções políticas.
Ser uma “boa pessoa” passa a significar exigir as políticas certas, independentemente de essas políticas assentarem na realidade ou produzirem bons resultados.
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A palavra «democracia» é quase sacrossanta na sociedade moderna, e, no entanto, aquilo a que os seus defensores chamam «a nossa democracia» não é o que afirma ser. A verdadeira democracia encontra-se no funcionamento do mercado livre, não nos corredores do poder político.
O passatempo popular das democracias modernas de punir os diligentes e poupados, ao mesmo tempo que recompensam os preguiçosos, imprevidentes e pródigos, é fomentado pelo estado, concretizando um programa demo-igualitário assente numa ideologia demo-totalitária.
O estado moderno não obtém o seu poder do consentimento dos governados. Ao invés, fabrica crises e depois recorre à coerção para exigir obediência, manufactura o caos até que se implore por grilhões.
O constitucionalismo dá-nos a expectativa de uma governação segundo regras que todos — desde os governados até aos governantes — se espera que obedeçam. Mas o que acontece se aqueles que governam se isentarem dessas regras?
A democracia moderna concentra o poder e destrói a autodeterminação individual. Só a soberania do indivíduo pode restaurar a verdadeira liberdade e o autogoverno.
A anarquia já existe no âmbito político e é razoavelmente estável.
O poder não se baseia em nada para além do consentimento das pessoas que se submetem.
As classes dominantes insistem que um país com um governo democrático é também um país livre. No entanto, as democracias também podem ser tirânicas e despóticas. Afinal, em última análise, uma democracia é dois lobos e uma ovelha a votar sobre o que vai ser o jantar.
As palavras de ordem entre os progressistas nesta época eleitoral são: “Está em jogo nada menos do que a nossa democracia”. Na verdade, a democracia em si não está em perigo, mas pode dizer-se com exactidão que a “democracia”, tal como é praticada na Europa, põe em perigo as nossas vidas.