A palavra «democracia» é quase sacrossanta na sociedade moderna, e, no entanto, aquilo a que os seus defensores chamam «a nossa democracia» não é o que afirma ser. A verdadeira democracia encontra-se no funcionamento do mercado livre, não nos corredores do poder político.
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O passatempo popular das democracias modernas de punir os diligentes e poupados, ao mesmo tempo que recompensam os preguiçosos, imprevidentes e pródigos, é fomentado pelo estado, concretizando um programa demo-igualitário assente numa ideologia demo-totalitária.
O estado moderno não obtém o seu poder do consentimento dos governados. Ao invés, fabrica crises e depois recorre à coerção para exigir obediência, manufactura o caos até que se implore por grilhões.
O constitucionalismo dá-nos a expectativa de uma governação segundo regras que todos — desde os governados até aos governantes — se espera que obedeçam. Mas o que acontece se aqueles que governam se isentarem dessas regras?
A democracia moderna concentra o poder e destrói a autodeterminação individual. Só a soberania do indivíduo pode restaurar a verdadeira liberdade e o autogoverno.
A anarquia já existe no âmbito político e é razoavelmente estável.
O poder não se baseia em nada para além do consentimento das pessoas que se submetem.
As classes dominantes insistem que um país com um governo democrático é também um país livre. No entanto, as democracias também podem ser tirânicas e despóticas. Afinal, em última análise, uma democracia é dois lobos e uma ovelha a votar sobre o que vai ser o jantar.
As palavras de ordem entre os progressistas nesta época eleitoral são: “Está em jogo nada menos do que a nossa democracia”. Na verdade, a democracia em si não está em perigo, mas pode dizer-se com exactidão que a “democracia”, tal como é praticada na Europa, põe em perigo as nossas vidas.
Tanto para Locke como para Montesquieu, a propriedade privada era mais fundamental do que qualquer “direito” político, o que exigia limitações prudenciais sobre quem poderia votar.