Uma política externa que procura manter um império global é totalmente incompatível com o sistema de laissez-faire e mercado livre no plano interno que muitos autodenominados libertários de linha dura afirmam apoiar.
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Um dos legados do pensamento keynesiano é a crença de que a guerra é “boa para a economia”. Embora a guerra possa gerar emprego, o seu legado global é destrutivo, e até os empregos que “cria” são economicamente indesejáveis.
A existência de arsenal nuclear torna o estado de Israel inelegível para ajuda dos EUA ao abrigo da lei norte-americana. Isto constitui um problema para o “estado de direito” do regime dos EUA, que explora os americanos para enviar ajuda militar ao estado de Israel.
Para Rothbard — tal como para Locke — não é o uso da força que é discutível, mas sim o uso da força contra pessoas pacíficas e inocentes.
A guerra apenas destrói; não pode criar. Guerra, carnificina, destruição e devastação temos em comum com as feras predadoras da selva; o trabalho construtivo é a nossa característica distintivamente humana.
Bourne definiu a guerra como a manifestação suprema do Estado, o acto máximo de «um grupo nos seus aspectos agressivos».
Aqueles que acreditam na economia de mercado livre e desimpedida devem ser especialmente cépticos em relação à guerra e à acção militar. A guerra, afinal, é o programa governamental por excelência.
A guerra actual é um lembrete oportuno de que as elites governantes dos EUA encaram os contribuintes americanos e os cidadãos comuns como pouco mais que inconvenientes de segundo plano na política externa dos Estados Unidos.
Para vivermos em liberdade, precisamos de perceber e demonstrar ao mundo que a teoria libertária pode ser aplicada de forma incisiva a todos os problemas cruciais do mundo, particularmente o mais vital: a guerra e a paz.
Uma economia de guerra prioriza o presente, redireccionando os recursos para a produção imediata. O resultado é a destruição da riqueza e o aperto do controlo estatal. A guerra destrói uma economia e um país a partir de dentro.