A semana em que tudo foi uma golpada. André Ventura descobre o multiculturalismo, Flávio Bolsonaro é preso 7 minutos depois de perder as eleições para Lula, Donald Tusk entra no Tribunal Constitucional na Polónia e Christine Lagarde abandona o BCE com o nariz golpeado. Bem-vindos ao Estado da Máfia #11 — Edição Golpada.
Os libertários seguem o dinheiro e o poder até à raiz: do “discurso fofinho” do Chega sobre imigração ao programa do partido nazi lido ponto por ponto; do Estado Social que paga mão de obra barata à União Europeia que funciona como um politburo. Uma hora de política sem filtros, sem medo de dizer o óbvio.
IMIGRAÇÃO, REMIGRAÇÃO E O CHEGA Ventura quer “sensibilizar” os portugueses para a presença massiva de imigrantes e diz que Portugal é um “ponto de encontro de culturas desde o século XVI”. É o mesmo homem que se apresentava como alternativa radical? Mostramos porque é que o Chega são as quartas e quintas filas do PSD, porque é que a remigração sem diagnosticar a causa é outra golpada — a causa é o Estado Social — e qual é a posição libertária: só entra quem é convidado, com contrato de trabalho e seguro de responsabilidade civil, como na Suíça.
NAZISMO, SOCIALISMO E PLANEAMENTO CENTRAL O programa do Partido Nacional-Socialista Alemão em voz alta: nacionalizações, participação nos lucros, imposto progressivo, abolição da herança, reforma agrária, pena de morte para especuladores. Onde é que já ouvimos isto? E os 10 mandamentos do Manifesto Comunista lado a lado com o Estado Social português. O fascismo não nasceu com Mussolini: nasceu com as companhias das Índias e o conluio entre Estado e empresas.
BRASIL: A GOLPADA EM DIRETO Lula avisa o adversário em pleno debate, dois dias antes da segunda volta: “você vai perder imunidade e vai ter problema”. Sete minutos depois de as eleições serem dadas a Lula, sai o decreto de prisão. Estados onde Flávio Bolsonaro tinha 20 mil votos passam a zero. E a imprensa portuguesa resume tudo a “fugiu à justiça”.
POLÓNIA, LAGARDE E A INGERÊNCIA RUSSA Donald Tusk, primeiro-ministro polaco e amigo de Ursula von der Leyen, entra no Tribunal Constitucional com polícia para empossar juízes — e a explicação oficial é ingerência russa, a mesma que explicou a Roménia e a Ucrânia em 2014. No fim, Lagarde, com cadastro no caso Tapie, sai do Banco Central Europeu dois meses antes das eleições francesas, com o olho negro e a impressora de dinheiro na mão.
AINDA NESTE EPISÓDIO • O Estado português gasta 8 milhões de euros por hora • Isaltino Morais, o ex-presidiário que a SIC põe em permanência • A imprensa que vive de subsídios e chama “extrema-direita” a socialistas
Subscreve: este canal é novo, o anterior foi fechado.