O constitucionalismo dá-nos a expectativa de uma governação segundo regras que todos — desde os governados até aos governantes — se espera que obedeçam. Mas o que acontece se aqueles que governam se isentarem dessas regras?
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Enquanto mito, o conceito de Estado de direito é simultaneamente poderoso e perigoso. O seu poder deriva do seu grande apelo emocional.
As pessoas acreditam comummente que uma sociedade sem uma autoridade política central se dissolverá em caos. Mas um pequeno reino dentro da Espanha existiu pacificamente durante setecentos anos sob o que hoje chamaríamos de anarquia.
A resistência, mesmo dos mais humildes, ao poder do estado é uma oferta preciosa ao Rei dos Reis.
A própria existência do estado-nação moderno, bem como a ideologia que o acompanha, é antitética à diversidade linguística.
Apesar das afirmações de muitos historiadores de que apenas relatam os factos, o estudo da história é altamente ideológico e os historiadores dependem frequentemente de narrativas. Mises apontou outra forma na sua obra “Teoria e História”.
No Ocidente, os «estados tributários» sob os quais vivemos actualmente são instituições relativamente modernas, que se desenvolveram a partir dos governos civis não-estatais que os antecederam, que geralmente não eram financiados principalmente por impostos.
O historiador Ralph Raico, muito conhecido nos círculos austríacos, escreveu que Lord Acton acreditava que os princípios da liberdade tinham raízes religiosas, especialmente na fé católica.
A razão humana, escreveu Ludwig von Mises, é a base da própria civilização. A civilização ocidental, segundo ele, foi construída sobre o progresso económico que surgiu da razão. No entanto, também alertou que se o Ocidente abandonasse a economia sã, isso provocaria a sua ruína.
Por que é que as culturas degeneram? Na recente Conferência de Natal, Robin Hanson cita factores biológicos e evolutivos. No entanto, se olharmos para Mises e os austríacos, vemos claramente a acção humana que começa com a mente humana e a acção propositada.